segunda-feira, 29 de junho de 2009

"A nossa natureza está no movimento, a total inércia é a morte" (Pascal)

Primeira sugestão de cartaz

Dá-lhe direção de arte!

Após todo o trabalho realizado durante as filmagens, quando cada detalhe dos cenários foi pensado e preparado pela equipe da arte, a próxima etapa é a divulgação.

Sendo assim, a primeira sugestão de cartaz já está em aprimoramento.



Viva o trabalho e o talento coletivo!

Os personegens

Ari Vicentini, ator que interpreta o principal personagem do filme é ator profissional com experiência no teatro.

Quanto aos dois outros personagens são interpretados por atores não-profissionais, mas com experiência em dramaturgia e com grande desenvoltura.

Os atores foram escolhidos através de testes realizados com a presença dos orientadores Geraldo Pioli e Marcos Saboia, os quais são diretores profissionais de cinema.



O personagem de Heitor foi quase que criado especificamente para o Ari. Ele já tinha bastante das características físicas necessárias, foram colocadas nele apenas as características psicológicas.

A Clara, por sai vez, foi mais complicado, pois ela poderia ser qualquer garota entre 20 e 30 anos. A solução foi realizar um teste com as candidatas, dentro da turma e a Flávia Fernandes foi a eleita para o papel.

O vigilante, por sua vez, também tem bastante das características de Eduardo Calegari, o qual realizou uma atuação bastante desenvolta e expressiva.

Filme OUTROS OLHOS

Elenco:
Ari Vicentini como Heitor
Fávia Fernandes como Clara
Eduardo Calegari como Vigia

Orientação:
Geraldo Pioli e Marcos Sabóia

Realização:
Curso Prático de Cinema Digital da Cinemateca de Curitiba

Estréia:
31 de julho de 2009

O que é o filme OUTROS OLHOS?

O filme gira em torno de segredos. Mas não são segredos ruins ou pecaminosos e sim coisas que podem ser sentidas e vividas por qualquer um, mas que cada um escolhe uma forma para externar.

Coisas que se escondem entre quatro paredes, ou dentro da cabeça de alguém e que aos poucos vão se revelando, sem maldade, sem malícia. A ideia do filme é que podemos viver experiências importantes e decisivas através de outras pessoas.
A temática foi sugerida por uma das integrantes do curso, a qual foi apreciada e desenvolvida pelos demais alunos.



No início, o grupo tinha vários temas, que aparentemente não se interagiam. Aos poucos a forma foi se desenvolvendo e a mistura de cegueira, morte, voyerismo e experiências táteis resultou numa bela história, emocionante e bastante verdadeira.

O roteiro foi escrito a quase 60 mãos. A partir do argumento e da discussão as ideias de cada uma das 30 cabeças pensantes, surgiu o roteiro e os personagens que dariam vida a ele. O roteiro foi escrito integralmente em grupo, sendo revisto semanalmente para discussão de aspectos.

Os personagens não foram baseados em fatos, são integralmente ficcionais, apesar de que são pessoas com sentimentos reais, que poderiam ser qualquer e cada uma das pessoas que, uma vez vivas, estão sujeitas às dúvidas da existência
As filmagens foram feitas em 4 dias, cada dia em uma das locações.



Foram dias de trabalho intenso, com uma rotina bastante cansativa, já que o grupo dispõe apenas dos finais de semana.

A grande parceria desta produção a Fundação de Cultural Curitiba, sem não haveria o auxílio dos profissionais acompanharam o filme, os equipamentos e as aulas prévias ao início do processo criativo.

OUTROS OLHOS não é baseado somente em sensações. O filme é bastante real e cheio de vida. Vidas que podem ser vistas nos olhos das pessoas, vidas que não se revelam e que não se cruzam. O filme, mesmo que em ficção, fez com que estas vidas e suas emoções se encontrassem.

Curso Prático de Cinema Digital

Semestralmente a Cinemateca de Curitiba realiza o Curso Prático de Cinema Digital. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Fundação Cultural de Curitiba e o Ministério da Cultura, por meio do projeto Rede Olhar Brasil.

O curso é dividido em módulos realizados nos finais de semana: história e teoria do cinema, roteiro, fotografia, som, direção, produção e edição, além da produção de um filme pelos alunos. Os alunos participam de tudo, desde o roteiro até a edição.

Nesse sentido, o curso prático de cinema está iniciando a produção do curta-metragem OUTROS OLHOS, filme que faz parte do projeto final dos alunos.

A cinemateca de Curitiba oferece os equipamentos e os alunos estão autorizados a buscar apoio com a finalidade de produzir o filme.

OUTROS OLHOS é uma produção totalmente realizada pelos alunos do curso, sob a orientação de Geraldo Piolli e Marcos Sabóia, com a participação de profissionais renomados no cenário da produção em cinema no Paraná. O roteiro foi desenvolvido a partir de idéias e sensações do grupo com a preocupação da seleção das melhores idéias.

A Turma do 1º Semestre de 2009 do Curso de Cinema Digital, junto com os Coordenadores do projeto conclui os estudos com a realização de um trabalho prático. O grupo recebeu professores e profissionais das diversas áreas do cinema. Cada um, com sua espacialização por determinada área, escolheu um núcleo principal e vem desenvolvendo com toda a equipe a produção necessária para desenvolvimento do Curta metragem a ser realizado.

Sobre a Cinemateca

Criada em abril de 1975, a Cinemateca de Curitiba atraiu e formou uma geração de cinéfilos e cineastas na cidade. Um dos trabalhos que deram projeção nacional à Cinemateca foi o de pesquisa e recuperação de filmes antigos, permitindo resgatar os primeiros filmes paranaenses.

A Cinemateca de Curitiba possui duas salas de exibição. A Sala João Batista Groff conta com equipamento de projeção e som de última geração e em sua programação mesclam-se clássicos
do cinema mundial e filmes inéditos do circuito de cinema de arte.

A Sala Limite é um auditório voltado à apresentação de vídeos e películas de realizadores locais e trabalhos em linguagem inovadora. Na área de pesquisa, a Cinemateca oferece biblioteca especializada em cinema, um rico acervo de filmes e videoteca. Também promove cursos teóricos e práticos na área da comunicação audiovisual.

As instalações definitivas fizeram com que a Cinemateca de Curitiba voltasse a ser uma referência para os amantes do cinema, oferecendo uma cuidadosa programação de filmes e um vasto material de pesquisa sobre cinema brasileiro e produções locais.