Coisas que se escondem entre quatro paredes, ou dentro da cabeça de alguém e que aos poucos vão se revelando, sem maldade, sem malícia. A ideia do filme é que podemos viver experiências importantes e decisivas através de outras pessoas.
A temática foi sugerida por uma das integrantes do curso, a qual foi apreciada e desenvolvida pelos demais alunos.

No início, o grupo tinha vários temas, que aparentemente não se interagiam. Aos poucos a forma foi se desenvolvendo e a mistura de cegueira, morte, voyerismo e experiências táteis resultou numa bela história, emocionante e bastante verdadeira.
O roteiro foi escrito a quase 60 mãos. A partir do argumento e da discussão as ideias de cada uma das 30 cabeças pensantes, surgiu o roteiro e os personagens que dariam vida a ele. O roteiro foi escrito integralmente em grupo, sendo revisto semanalmente para discussão de aspectos.
Os personagens não foram baseados em fatos, são integralmente ficcionais, apesar de que são pessoas com sentimentos reais, que poderiam ser qualquer e cada uma das pessoas que, uma vez vivas, estão sujeitas às dúvidas da existência
As filmagens foram feitas em 4 dias, cada dia em uma das locações.

Foram dias de trabalho intenso, com uma rotina bastante cansativa, já que o grupo dispõe apenas dos finais de semana.
A grande parceria desta produção a Fundação de Cultural Curitiba, sem não haveria o auxílio dos profissionais acompanharam o filme, os equipamentos e as aulas prévias ao início do processo criativo.
OUTROS OLHOS não é baseado somente em sensações. O filme é bastante real e cheio de vida. Vidas que podem ser vistas nos olhos das pessoas, vidas que não se revelam e que não se cruzam. O filme, mesmo que em ficção, fez com que estas vidas e suas emoções se encontrassem.
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