segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pelos olhos da lente

Um amigo me disse que seu sonho era ter uma câmera acoplada na altura dos olhos para ver o mundo através de um enquadramento.


Eu compartilho deste objetivo. Quanta magia cabe em um filme? Mesmo que seja “independente”, realizado por “cineastas amadores”?


Há cerca de um mês fiquei radiante de felicidade após descobrir que fui uma das 30 pessoas, entre mais de 250, selecionadas para fazer o curso de cinema ministrado pelos melhores profissionais do cinema paranaense e organizado pela Cinemateca de Curitiba.


A cada final de semana um novo aspecto da genialidade que alguns indivíduos conseguem atingir. Aos poucos fomos percebendo o quão simples e o quão difícil é fazer um bom filme.


E quantas coisas aprendemos? Que cineastas podem não ser milionários, mas são apaixonados pelo que fazem e estão exatamente onde gostariam de estar;


Que cada segundo de um filme é pensado muitas vezes por dezenas e até centenas de pessoas;


Aprendemos o quão diversas podem ser as idéias de pessoas que se interessam pelo mesmo assunto.


O quão difícil é decidir a cor dos olhos de um personagem! E, quanto ao nome do filme?


Mas, aprendemos também que o resultado de todos estes finais de semana de puro aprendizado e emoção diante da arte de contar histórias através de fotografias em movimento, todo este frio nas manhãs geladas de Curitiba, todo sono após noites mal dormidas e bem aproveitadas; todas estas discussões calorosas acerca de detalhes secundários ou imprescindíveis para o filme, o resultado de tudo isso é o filme.


É para ele e por ele que estamos juntos e ele nos manterá unidos para sempre!


Sim, este filme é o nosso bebê…


Tudo é feito por ele,


Tudo é feito para ele,


Tudo deve ser feito em prol dele!


Em breve novidades do filme e fotografias da equipe…


Vanda Moraes

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